Antigos/Automóveis

Restauradora de Apucarana é especialista em carros antigos

Classic Way trabalha no reparo e restauro de clássicos, um serviço quase artesanal

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Fábio Margarido, proprietário da Classic Way: negócio nasceu da necessidade pessoal

A Classic Way nasceu da dificuldade do advogado Fábio Margarido em encontrar serviços especializados na reparação e restauração de seus carros antigos. Recorrer a oficinas tradicionais, que consertam carros novos, nem sempre dava o resultado esperado, por isso, assim que encontrou um mecânico especializado e teve a oportunidade, fundou sua própria restauradora.

“Eu fazia serviço com o Isaías, que hoje é chefe da oficina aqui. Eu dizia para ele: ‘Um dia nós vamos abrir um negócio para só fazer isso’. Quando ele chegou no meu escritório e disse que tinha saído da oficina em que trabalhava, eu falei: ‘Pode começar comigo amanhã’”, relembra o apucaranense.

Não se trata de uma mão de obra barata nem de um trabalho rápido. Dependendo do serviço necessário o veículo pode ficar na oficina entre 6 meses e 1 ano e meio, na média.

“Neste Dodge Charger 1978 vamos fazer funilaria, pintura e montagem. Trata-se de um projeto de uns 6 a 8 meses. Temos outro, um Galaxie LTD 1959, que pintamos, montamos a parte da lataria, fizemos revisão elétrica, parte de cromagem, substituímos peça que precisou… Foi um serviço de 1 ano, mais ou menos. O Chevrolet StyleLine 1951 que está na pintura, também 1 ano”, exemplifica Fábio.

O Dodge Charger quando chegou na oficina e no dia da nossa entrevista

O Galaxie TLD totalmente refeito na Classic Way

O Chevrolet StyleLine esperando pintura e já pronto. Fotos: Cecília França e Divulgação

Encontrar peças para a restauração dos carros antigos nem sempre é tarefa fácil, especialmente para os nacionais. Mesmo com a facilidade da importação, em alguns casos a fabricação artesanal dos componentes é a saída.

“Para carro que têm influência americana é mais fácil, como Dodge, Maverick. Dos nacionais, para Fusca tem tudo, mas um SP2, por exemplo, não existe nada, aí é fabricação artesanal. Nós não temos todo o ferramental que gostaríamos ainda (para fabricação das peças), mas aos poucos vamos adquirir”, revela Fábio.

Questões como a escolha da cor também podem atrasar o serviço, tanto pela dificuldade de decisão do dono do carro quanto pelo processo sutil de encontrar o tom correto.

“A gente pega um catálogo da época e puxa a cor. Se a gente tiver algum fabricante que já tem a fórmula é mais fácil, senão, se o carro tiver a cor original a gente pega uma amostra para fabricação. Na grande maioria das vezes tem que fabricar a tinta. Quando vai pintar carro inteiro, uma pequena diferença para o original não tem problema, mas com retoque tem que ter muito cuidado”, pondera Fábio.

Esta é uma dificuldade que ele espera ter com um Rolls Royce 1955 que acaba de importar para um cliente do estado de São Paulo. Luxuoso e em ótimo estado de conservação, o carro apresenta alguns trincados nas beiradas dos vidros. Fábio diz que poderia fazer um paliativo para corrigir o problema, mas faz questão de buscar a perfeição nos seus restauros.

Detalhes

Assim que um carro chega na Classic Way é feita uma avaliação superficial das necessidades. Superficial porque, durante o andamento do serviço, podem aparecer novas demandas. O trabalho envolve detalhes. Do Dodge Charger que citamos no início da reportagem, por exemplo, toda a tinta foi removida, o eixo retirado e ele se encontrava na etapa de funilaria.

“Depois da funilaria a gente vai colocar o carro num cavalete, virar ele de lado, remover todo o material de tinta que tem embaixo do assoalho, fazer a preparação para pintura debaixo do assoalho, do mesmo jeito que é feito na parte de cima. Não é lixar, dar uma massinha onde precisa e tinta; aqui não, removemos tudo”, garante Fábio.

Inexplicável

Apaixonado por carros antigos, Fábio Margarido não consegue definir o motivo de sua paixão. Sabe, porém, que começou na infância, quando seu pai, fã de caminhonetes, resolveu comprar algumas picapes antigas. “Eu achei interessante e acabei negociando com ele uma das caminhonetes. Comecei a ir em eventos, me interessar e a gostar mais dos automóveis”, relembra.

O primeiro antigo foi um Ford 1946 cupê, duas portas, que demorou 13 anos para ser restaurado. A preferência pela Ford se mantém, mas foi sobreposta pela paixão por Cadillacs. Fábio tem uma pequena coleção que deixa parada na garagem, pelo contrário, sente prazer em dirigir as relíquias.

“Um carro desses é macio, anda bem, dá satisfação. É difícil de explicar. Tem gente que tem esses carros e fica na garagem, eu gosto de andar, nem que seja para almoçar na casa da sogra. Para mim é prazeroso”, resume.

Se tiver sorte, pode ser que você encontre alguns destes clássicos rodando por aí.

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Fábio Margarido e sua coleção pessoal de carros antigos

Cecília França

4 pensamentos sobre “Restauradora de Apucarana é especialista em carros antigos

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