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Em 2016, Paraná é o segundo Estado com mais mortes em rodovias federais

A terceira edição do Atlas da Acidentalidade no Transporte, organizado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e divulgado esta semana, mostra que o maior número de mortes em acidentes nas rodovias federais, em 2016, foi registrado nos Estados de Minas Gerais, com 830 letalidades em 14.371 acidentes; Paraná, com 652 mortes e 11.032 acidentes; e Bahia, com 610 mortes e 5.496 acidentes. Os números foram retirados do banco de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O trecho com maior número de mortos em 2016 está entre os quilômetros 216 e 225 da BR 116, na saída de São Paulo, com 18 mortes. Logo na sequência ficou o trecho entre os kms 337 e 346 da BR 381, no interior de Minas Gerais, com 15 mortes. O maior número de acidentes (745) ocorreu entre os kms 202 e 211 da BR 101, na região metropolitana de Florianópolis (SC), seguido pelo trecho entre os kms 219 e 228 da BR 116, em São Paulo, com 583 acidentes.

O Atlas da Acidentalidade no Transporte traz um diagnóstico completo dos acidentes de trânsito nas 165 rodovias federais do Brasil, apontando quais os piores trechos, as principais causas de acidente, os dias da semana e os horários em que mais acontecem por tipo de veículo, além de uma série de outras informações.

Disponíveis no Portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br, os resultados mostram uma ligeira queda na letalidade entre 2015 e 2016. O número caiu de 18,8 mortes por dia para 17,5 mortes/dia. “É uma redução ainda muito pequena, considerando os altos números e a gravidade dos acidentes. Ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar um trânsito mais seguro. As informações do Atlas podem nos ajudar a entender melhor o que é preciso fazer”, declara Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina.

Em 2016 as estradas federais registraram 6.398 mortes e 21.420 feridos graves em 96.358 acidentes, que envolveram 216.249 pessoas.  A falta de atenção provocou o maior número de mortes (1215), seguida por dirigir em velocidade incompatível com a via (914), ultrapassagens indevidas (510) e ingestão de álcool (439).

Ultrapassagem indevida

Mas quando avaliado o chamado Índice Médio de Gravidade, a causa mais letal foi a ultrapassagem indevida (6,9), seguida pela desobediência à sinalização (5,0). “Isso evidencia a imprudência ao volante. É uma informação que, infelizmente, revela que  comportamentos inadequados ainda são principais causas dos acidentes”, diz Anaelse Oliveira, coordenadora do Atlas.

A maior parte dos acidentes ocorre em dois picos ao longo do dia, às 7 da manhã e no final da tarde, às 18 horas. Mas o maior número de mortes ocorre no horário noturno, entre as 3 e 4 horas da manhã. Segunda-feira é o dia com maior número de acidentes (17%), seguido de domingo e terça-feira, com 16%. A maioria das mortes ocorre na terça-feira.

Zero Acidentes

“O Grupo Volvo tem uma missão ousada nos países onde atua: Zero Acidentes com os caminhões e ônibus da marca. As preciosas informações do Atlas podem contribuir para auxiliar as empresas a definirem ações que ajudem a prevenir e a diminuir o número de acidentes e, principalmente, de mortos e feridos”, destaca a diretora de Comunicação Corporativa.

“O Programa Volvo de Segurança no Trânsito é a mais longa jornada em prol de um trânsito mais humano no Brasil. As informações do Atlas são mais uma fonte que deve ser usada pelas empresas de transporte gerenciarem o risco das viagens de caminhões e ônibus e promover ações para diminuir a acidentalidade”, observa Carlos Ogliari, vice-presidente de RH e Assuntos Corporativos do Grupo Volvo América Latina.

As informações do Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro são abertas ao público. Todos os dados e números podem ser acessados no portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br. O estudo é realizado pela Tecnométrica, empresa brasileira de Engenharia da Informação baseada em Campinas (SP), com base no banco de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dados das pesquisas são postados cumulativamente. Hoje, já existem informações de 2007 a 2016.

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