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Fairlane Skyliner: uma joia na coleção dos Andreotti

A paixão de Helton Andreotti por carros antigos se materializou quando o advogado tinha apenas 18 anos e comprou um Jeep Willys 1951. Hoje, juntamente com a esposa Cirlene, ele mantém uma coleção de clássicos da indústria automotiva na qual o Ford Fairlane Skyliner 1959 é uma das estrelas.

A paixão virou negócio e os veículos do casal de Apucarana, Norte do Paraná, já participaram dos mais diversos tipos de comemoração, além de casamentos. “Já fizemos bodas, aniversários de 15 anos, já alugamos para decorar festas…”, detalha Cirlene.

O Fairlane Skyliner chama a atenção aonde quer que esteja. No último encontro de carros antigos de Ibiporã, onde o conhecemos, ele era um dos exemplares mais conservados e cobiçados. Raro no Brasil, o modelo importado dos Estados Unidos conta com uma tecnologia de causar inveja até em veículos de luxo da atualidade: o teto conversível rígido escamoteável (ou seja, que se “esconde”).

Assista!

A imensa tampa do porta-malas se abre para receber a capota rígida, que se move lentamente até se acomodar dentro do espaço aberto. Todo o procedimento demora cerca de 45 segundos. Assistindo à abertura e ao fechamento do teto retrátil podemos imaginar o frisson que a tecnologia causava nos fins da década de 1950.

“Em 1955 a Ford aperfeiçoou este sistema, desenvolvido pela Peugeot em 1935. Depois, todas as outras montadoras optaram pelo mesmo sistema”, conta Andreotti. O modelo – também chamado de Galaxie 500 Skyliner – só foi produzido entre 1957 e 1959. Sua gama era composta por dois sedãs, de 2 e 4 portas, a Skyliner de teto conversível com lona e a de teto elétrico.

Embaixo do capô, o motorzão V8 “big block” desenvolvia nada menos que 330 cv, segundo Andreotti. Potência suficiente para carregar as 2 toneladas do veículo. “É um motor de quase 60 anos e manutenção quase zero”, diz o advogado.

Curiosidade: o nome Fairlane foi inspirado na casa de campo em que Henry Ford viveu com a família entre 1915 e 1950, em Dearborn, Michigan

Design

O Fairlane Skyliner dos Andreotti mantém a pintura tipo saia e blusa em branco e vermelho. Na roda, a faixa branca. Por dentro, as duas cores também imperam e aparecem outras belezas, como os cromados no volante e no painel e o velocímetro linear. O câmbio fica na coluna de direção e a transmissão é automática de duas velocidades.

 

 

Conservação

A parte mais árdua de se ter um carro antigo talvez seja a manutenção. Cuidar da mecânica dos veículos é a atividade de fim de semana de Andreotti, sua “sessão descarrego” para relaxar. Com alguns exemplares ainda em fase de restauração, ele comenta que hoje o acesso às peças é mais fácil.

“Há 40 anos eu tive que fazer uma restauração que deu um trabalho louco e hoje seria bem mais fácil. Tínhamos que ter artesãos funileiros que fabricavam peças. Hoje tem a facilidade da importação, você tem uma gama de informações e os americanos têm todas as peças e fazem réplicas com muita qualidade”, afirma.

Assim fica bem mais fácil manter a paixão pelo antigomobilismo.

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