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Saiba porque celular e volante não combinam

pickerimageMultas por uso de celular ao volante aumentam, porém, cenas como a registrada acima são comuns no trânsito das cidades.

Enquanto estamos dirigindo são muitas as distrações que podem tirar nosso foco da rua ou estrada. Uma construção diferente, alterações de trânsito, uma música boa no rádio, aquela olhadela no espelho retrovisor interno. O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) divide em três tipos essas distrações: internas, externas ou por desatenção. Dentre as externas estão ações automáticas, como leitura de placas de trânsito, outdoors chamativos, paisagens bonitas, edifícios modernos que agucem a curiosidade. Enfim, uma série de possibilidades que raramente consideramos como perigosas ao dirigir. As internas acontecem quando o motorista se atenta a algum objeto ou ação no interior do veículo, como ajuste no rádio, regulagem do ar-condicionado, ou uso de celulares ao volante. Aquelas classificadas como “por desatenção” referem-se a motoristas que “sonham acordados”, dirigem focados em problemas familiares, financeiros, na família.

De acordo com estudos do National Higway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão de segurança viária dos EUA, citado pelo Cesvi, muitas coisas podem nos distrair ao volante e aumentar o risco de acidentes, tais como:

– comer ao volante e falar com telefone no ouvido: dobra a chance de acidente;

– digitar um número no celular: 6 vezes mais chances de acidente;

– mexer em espelhos: 10 vezes mais chances de acidentes;

– digitar mensagens no celular: aumenta em 23 vezes a chance de acidente.

Todas essas distrações são agravadas quando consideramos a velocidade em que estamos dirigindo, a região, a condição da rua ou estrada e a quantidade de carros que circulam por ela no momento. Para facilitar o entendimento, o Cesvi propõe um cálculo de quantos metros o carro percorre em apenas 1 segundo de acordo com sua velocidade. Veja só:

1 segundo a 120 km/h – aproximadamente 33 metros (cerca de oito carros populares enfileirados)

1 segundo a 100 km/h – aproximadamente 28 metros (cerca de 7 carros populares enfileirados)

1 segundo a 70 km/h – aproximadamente 19 metros (cerca de 5 carros populares enfileirados)

1 segundo a 50 km/h – aproximadamente 14 metros (cerca de 3 carros populares enfileirados)

Nas cidades, onde costumamos dirigir a, no máximo, 70 km/h, veja que um segundo de distração significa percorrer 19 metros sem enxergar obstáculos ou pessoas que possam entrar, repentinamente, na sua frente. Mesmo a 50 km/h são 14 metros de desatenção que podem ser cruciais.

Perigos

Um infográfico divulgado recentemente pela Ford acrescenta dados sobre o risco dessas distrações. O objetivo da montadora, claro, é divulgar o uso de sistemas multimídia, que permitem emparelhamento com o celular e, portanto, liberam as mãos do motorista e evitam o desvio do olhar, pois respondem a comandos de voz. A Ford oferece o sistema SYNC com AppLink como solução.

Um dos dados interessantes relatados pela montadora é que em uma simples consulta às mídias sociais, por exemplo, um motorista dirigindo a 100 km/h percorreria o equivalente a 560 metros – ou 5 campos de futebol -, em cerca de 20 segundos. Já para arrumar o cabelo usando o espelho retrovisor, também a 100 km/h, seriam gastos 4 segundos e 120 metros, o equivalente a 4 quadras de basquete.

Em uma pesquisa conduzida com 7 mil usuários de smartphones de 18 a 24 anos na Europa, metade admitiu ter tirado fotos ao volante e um em cada quatro afirmou já ter feito selfies enquanto dirigia. Esse comportamento de alto risco consome cerca de 14 segundos, tempo gasto para percorrer 400 metros ou 1 volta completa em uma pista de atletismo.

Multas

Não à toa, o número de multas por uso de celular ao volante tem crescido no Paraná. Nos últimos três anos (entre 2013 e 2015) houve aumento de 4% no índice, segundo dados do Detran. Só no ano passado, 139 mil pessoas foram multadas por esse motivo. Usar o celular dirigindo já é a sexta infração mais cometida no Estado.

Atualmente, a infração é considerada média e rende 4 pontos na carteira mais multa de R$ 85,13, porém projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional preveem o aumento dessa penalidade.

No Código de Trânsito Brasileiro constam duas infrações que envolvem o celular: dirigir com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo (Art. 252, V); e dirigir utilizando fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular (Art. 252, VI).

Mais relevante que o valor da multa é o risco de vida a que o motorista se expõe ao olhar para o celular enquanto dirige. Não custa nada aguardar uma parada. Pode valer a sua vida.

Um pensamento sobre “Saiba porque celular e volante não combinam

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